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Muito antes dos dias oficiais de folia, já tem festa em Pernambuco. Desde janeiro, as prévias carnavalescas começam a preparar os foliões para a grande apoteose de fevereiro. Os Bailes Municipal e Bal Masqué, presenças constantes no calendário pernambucano, são palcos da escolha das Rainhas do Carnaval e do Recifolia, como também do Rei Momo. Aqui, o carnaval vai começando aos poucos e nas semanas que antecedem o feriado, o clima já tomou conta de todos.
O início oficial das festividades vem com o tradicional Galo da Madrugada, maior bloco de carnaval do mundo, que reúne mais de um milhão de pessoas pelas ruas do Recife, no sábado de carnaval. A folia tem lugar nos inúmeros palcos espalhados em locais estratégicos, freviocas e trios elétricos, que se encarregam de arrastar a multidão pelo percurso do desfile. A partir daí é alegria 24h por dia, até a quarta-feira de cinzas.
Em Olinda, no estreito sobe e desce das ladeiras centenárias, dezenas de troças carnavalescas disputam espaço com os muitos foliões. O povo cai no frevo o dia inteiro. A qualquer hora, sempre há vários blocos na rua, não faltando opções, seja qual for a programação de horários.
No Recife Antigo, troças, maracatus, escolas de samba, caboclinhos e papangus se apresentam pelas ruas revitalizadas do bairro. A famosa Noite dos Tambores Silenciosos e os desfiles dos blocos tradicionais também são atrativos culturais para quem deseja imergir nas raízes da cultura pernambucana. Não há carnaval mais espontâneo que o nosso. Sem esquecer, obviamente, de um excelente planejamento e esquemas de segurança e apoio impecáveis. Mas nada de cordões de isolamento, nem segregação. Apenas festa. Para todos.
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