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Superado apenas pela Bahia, Pernambuco tem a segunda economia do Nordeste. O Estado tem um PIB da ordem de R$ 17 bilhões, equivalente ao do Chile, e superior ao de países como Paraguai e Uruguai. Estado onde a economia açucareira foi a mais expressiva do Brasil, Pernambuco passa por aceleradas transformações. A composição da economia do Estado baseia-se na agricultura, na pecuária e na indústria.
Na agricultura, destaca-se como segundo produtor brasileiro de cana-de-açúcar, com suas plantações concentradas na Zona da Mata. Entre os principais produtos agrícolas cultivados em Pernambuco encontram-se o algodão arbóreo, a cebola, a mandioca, o milho, o feijão e o tomate. O vale do São Francisco, atualmente, exporta frutas e vinhos da melhor qualidade. A área de agricultura irrigada se apóia na infra-estrutura do porto fluvial de Petrolina, às margens do rio São Francisco.
Na pecuária, destacam-se as criações de bovinos, suínos, caprinos e galináceos. A produção de leite concentra-se no Agreste, que responde por mais da metade da produção do Estado.
O setor terciário é o que tem envolvido maior número de pessoas e gerado maior produção. Destacam-se aí as atividades comerciais e financeiras, correspondentes a 21% e 25%, respectivamente, do PIB estadual. A indústria de transformação também cresceu e responde por 25% da produção total do Estado. A diversificação foi a grande marca do setor, com gêneros tradicionais (têxtil e alimentar), perdendo importância no Valor da Transformação Industrial (VTI), passando de quase 60% para 35%, entre 1960 e 1985, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa diversificação alavancou o desenvolvimento das indústrias química, de material elétrico, comunicações, mecânica, metalurgia, matéria plástica, bebida, vestuário e calçados.
O crescimento das atividades industrial e comercial tem estimulado melhorias e ampliações dos portos da região. Nos anos 90, o trinômio constituído pela emergente atividade do turismo, a agricultura irrigada e o Complexo Portuário de Suape, projeta ainda mais a economia pernambucana no conjunto nacional.
Uma outra atividade possível de destacar na economia pernambucana é o artesanato. Cidades como Caruaru ( Agreste, a 120 km da capital) têm centros ou feiras de artesanatos bastante procurados pelos turistas.
Recife é muito utilizada como sede para o chamado "turismo de convenções" de grandes empresas. Já como pólos do turismo de visitação (de brasileiros e estrangeiros), Pernambuco é rota obrigatória de turistas europeus, principalmente portugueses, espanhóis e alemães. Os destaques são Olinda e Recife (o Carnaval nessas cidades é mundialmente conhecido), Porto de Galinhas ( em Ipojuca) Gaibu e Calhetas ( estas duas últimas praias ficam no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife), Itamaracá (com a ilhota da Coroa do Avião) e, no mês de junho, a festa de São João na cidade de Caruaru. Já na Semana Santa, a cidade cenográfica de Nova Jerusalém, no município de Brejo da Madre de Deus ( a 170 km do Recife), no Agreste, atrai visitantes para aquele que é considerado o maior espetáculo ao ar livre do mundo - a encenação da Paixão de Cristo. Também pertence a Pernambuco o arquipélago de Fernando de Noronha.
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